segunda-feira, julho 12, 2010

A ti te pertenço

A magia que transportas em ti inundou-me de vontade de ser teu! Podem ser apenas breves segundos, podem jurar-me ser apenas um momento fugaz, podem dizer-me que não foi mais que um breve instante mas, dentro de mim, estes lapsos temporais ensinam-me o sentido do que é infinito. Longe de ti, o tempo não passa, o sol não não nasce e tudo no mundo perde o seu encanto.

Como te quero, querida... Quero ser o brilho do teu olhar, quero ser o gesto que te acaricia, quero ser o calor que te abraça em dias de frio, quero ser a tua paz interior, contigo, quero ser tudo!

Minha musa! És o meu sol, as minhas estrelas... És tudo!
E eu?! Eu sou teu, sou todo teu!

terça-feira, junho 29, 2010

Devaneios nocturnos!

Passam apenas alguns minutos de um dia que promete não ter fim. Jurei que ia conseguir dormir - sem pensar em mais nada - porém este sentimento que me abraça impede-me de o fazer. Escuto o silêncio da noite numa tentativa de ser invadido pela paz que esta me pode trazer, mas o esforço revela-se vão...

Encontro o coração à deriva num imenso mar de sentimentos... Peço aos deuses deste mar que me mostrem o caminho para uma enseada que se torne o meu refúgio! Julgo ao longe ver os contornos de uma pequenina praia: a areia branca - que como pérolas, brilha, iluminada pelo sol tropical - é beijada pela água verde mar, num cenário demasiado mágico para poder ser simplesmente descrito!

Anseio por chegar a esta praia, poder mergulhar sem medo na água cristalina e deitar-me em seguida nessa areia belíssima, enquanto os raios de sol me pintam a pele em tons de ouro e mel. Vem comigo, toma a minha mão, sente o meu abraço no teu corpo e segreda-me ao ouvido palavras que só tu podes dizer!

Quero ser teu... acho que quero ser teu... quero ser só teu... acho que quero ser só teu... Não quero ter medo e quero ser só teu... quero ser só eu e tu e a nossa praia, a nossa areia branca e o mar tranquilo aos nossos pés! Só eu e tu, de mãos dadas, na nossa praia. Livres. Felizes. Com muitas cócegas na barriga!

quinta-feira, abril 27, 2006

Perdido nas trevas

Perdi-me, não me sinto nem me reconheço, desapareceu a magia que me enchia o espírito! Já não sei quem sou. Escrevo na tentativa errante de me redescobrir.
Lembro-me que um dia quis ser feliz; tentei imaginar como seria viver num mundo colorido, onde tudo parece fazer sentido e onde não há espaço para dias cinzentos. Mera utopia! Agora sinto-me alma vazia, perdido num mundo pintado de negro onde a bruma nos devora o olhar a cada instante que passa.
Sou fantasma de mim prório: fui tomado pela obscuridade, sou prisioneiro de um mundo que um dia sonhei ser bom. Sustento em mim o desejo de querer viver, apenas viver, mas aqui não há lugar para contemplações: limito-me a existir como ser.
Desisto. Quero fugir e não consigo. Espero lágrimas que me acalmem a dor e me levem para outro lugar. Ilusão... Nada pode refrear esta dor que me atormenta.
Espero impaciente o grande final, o derradeiro dia em que as trevas me tomem a alma e a existência. Assim sentir-me-ei a teu lado, dar-te-ei a mão e seguiremos as pegadas das estrelas. Seremos apenas energia cósmica, anjos do universo, príncipes da luz, seremos tudo e seremos nada. Permaneceremos livres, pelos tempos, até ao infinito.